Golpe do Pix: o que Revelam 192 Acórdãos do TJSP (2026)

23/07/2026

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João Coelho

Por João Vitor Chaves Coelho, OAB/SP 366.776 | OAB/PA 19.692 | OAB/DF 72.931. Especialista em Direito Bancário e Defesa do Consumidor | Formação em Cibersegurança, Harvard University (CS50). Publicado em julho de 2026.

Levantamento exclusivo do escritório João Coelho Advocacia com 192 acórdãos distintos do TJSP sobre golpe do Pix, classificados um a um: 188 dos 192 (98%) foram favoráveis à pessoa consumidora, a maior taxa de vitória de todo o nosso banco de jurisprudência. Os golpes mais comuns são o WhatsApp clonado, a loja falsa e o falso funcionário do banco, e a mediana do dano moral foi de R$ 8.000, além da devolução do valor perdido. Quando há falha de segurança do banco, a responsabilidade é quase automática.

“Caí num golpe do Pix, o banco é obrigado a devolver?” É a dúvida de quem viu o dinheiro sair da conta em segundos e ouviu do banco que “a transação foi autorizada”. Em vez de responder com opinião, respondemos com dados: lemos 192 decisões do TJSP, uma a uma, e organizamos o que os tribunais decidem de verdade. Este é o retrato que sustenta o nosso guia completo do golpe do Pix.

De onde vêm esses números

O escritório mantém um banco próprio de acórdãos do TJSP sobre direito bancário, baixados em inteiro teor diretamente do sistema oficial de jurisprudência (esaj). Este levantamento reúne 192 acórdãos distintos sobre golpe do Pix e fraude bancária, classificados um a um. De cada decisão foram anotados resultado, modalidade do golpe, valor de dano moral, devolução em dobro, câmara julgadora e instituição. Os números refletem essa amostra e não são promessa de resultado: cada caso tem circunstâncias próprias. A lista completa dos 192 processos, auditável um a um, está na base de dados aberta.

Observatório João Coelho

O que revelam 192 acórdãos do TJSP sobre golpe do Pix, classificados um a um

192
acórdãos classificados
98%
favoráveis ao consumidor
R$ 8.000
dano moral (mediana)
4
golpes que concentram os casos

Dados de jurisprudência pública do TJSP, levantamento próprio do escritório. Não representam resultado de casos do escritório nem promessa de resultado.

O placar geral das 192 decisões classificadas

Indicador (192 acórdãos do TJSP classificados um a um)Resultado
Decisões favoráveis à pessoa consumidora188 de 192 (98%)
Devolução em dobro (art. 42 CDC) reconhecida34 casos (18%)
Dano moral com valor arbitrado74 casos, mediana R$ 8.000
Faixa do dano moralde R$ 1.500 a R$ 20.000 (média R$ 8.209)
Golpe mais comumWhatsApp clonado e loja falsa
Banco que mais apareceBradesco (40 decisões)

O dado que salta aos olhos é a taxa de 98% de decisões favoráveis, a mais alta de todo o nosso banco. A lógica é a responsabilidade objetiva do banco pela falha de segurança (Súmula 479 do STJ e a tese do fortuito interno): quando a fraude explora brechas do sistema, o banco responde pela devolução, e a confirmação da vítima sob engano não afasta esse dever.

Como as vítimas caem: as modalidades de golpe

Modalidade do golpeCasos identificados
WhatsApp clonado (falso parente ou contato)38
Loja ou site falso (compra que não existe)37
Falso funcionário do banco33
Falsa central de atendimento20
Comprovante de pagamento falso6
Mão fantasma (acesso remoto ao aparelho)2

Entre os casos com a modalidade identificada, o WhatsApp clonado e a loja falsa são os mais frequentes, seguidos do falso funcionário e da falsa central. É o mapa de onde a fraude mais acontece, e cada um desses golpes tem uma prova diferente que sustenta a ação.

Ranking: os bancos que mais aparecem nas decisões

Bradesco40
Nubank20
PagSeguro19
Santander15
Banco do Brasil9
Itaú9
InstituiçãoCasos entre os processos com banco identificado
Bradesco40
Nubank20
PagSeguro19
Santander15
Banco do Brasil e Itaú9 cada
Mercantil e Mercado Pago8 cada
PicPay7

A leitura importante: as fintechs e instituições de pagamento aparecem lado a lado com os bancos tradicionais, como Nubank, PagSeguro, Mercado Pago e PicPay. A Súmula 479 do STJ foi estendida a essas instituições, então o regime de responsabilidade é o mesmo, do banco de agência à conta digital.

Em levantamento próprio de 192 acórdãos do TJSP sobre golpe do Pix (João Coelho Advocacia), classificados um a um: 188 de 192 favoráveis ao consumidor (98%), dano moral com mediana de R$ 8.000 além da devolução do valor, com o WhatsApp clonado e a loja falsa como golpes mais frequentes e o Bradesco liderando as decisões (40 casos).

As teses que vencem (e o que decide o caso)

A tese central é a responsabilidade objetiva do banco pela falha de segurança, consolidada na Súmula 479 do STJ e na tese do fortuito interno: a fraude que explora brechas do sistema bancário é risco da atividade, e o banco responde pela devolução do valor. O fato de a vítima ter confirmado a transferência sob engano, na engenharia social, não afasta esse dever.

E o que decide o caso, com honestidade: a prova do golpe e da comunicação ao banco. Boletim de ocorrência, print das conversas, registro da contestação junto ao banco e, quando cabível, o pedido de devolução pelo mecanismo especial (MED) formam o conjunto que sustenta a ação. A minoria que perde costuma ser a que fez a transferência de forma plenamente consciente, sem falha de segurança do banco.

Estes números descrevem uma amostra de decisões passadas do TJSP. Não são estatística oficial do tribunal nem garantia de resultado em qualquer processo: cada caso depende das provas, da modalidade do golpe e das circunstâncias. Use-os como bússola, não como promessa.

Perguntas frequentes sobre golpe do Pix

O banco é obrigado a devolver o Pix de um golpe?

Em regra, sim: 98% dos 192 acórdãos classificados foram favoráveis à pessoa consumidora. Quando há falha de segurança, a Súmula 479 do STJ e a tese do fortuito interno reconhecem a responsabilidade objetiva do banco pela devolução do valor, mesmo com a vítima induzida por engano.

Quais são os golpes de Pix mais comuns?

No estudo, os mais frequentes foram o WhatsApp clonado, a loja ou site falso, o falso funcionário do banco e a falsa central de atendimento. Cada modalidade tem uma prova diferente, do print das conversas ao registro da falsa compra, que sustenta a ação.

Quanto a Justiça costuma dar de dano moral?

Na base classificada, a mediana do dano moral foi de R$ 8.000, com casos chegando a R$ 20.000. Esse valor vem além da devolução da quantia perdida no golpe. A média ficou em R$ 8.209 e varia conforme a gravidade e a repercussão na vida da pessoa.

Confirmei o Pix com a minha senha. Ainda tenho direito?

Sim: na engenharia social, a confirmação feita sob engano não afasta a responsabilidade do banco. O que importa é a falha de segurança que permitiu a fraude. A vasta maioria das decisões favoráveis envolve vítimas que autorizaram a transferência iludidas pelo golpista.

Fintech responde igual a banco tradicional?

Sim: Nubank, PagSeguro, Mercado Pago e PicPay aparecem no estudo lado a lado com os bancos de agência. A Súmula 479 do STJ foi estendida às instituições de pagamento, então o regime de responsabilidade por fraude é o mesmo.

Resumo: levantamento próprio de 192 acórdãos do TJSP sobre golpe do Pix (João Coelho Advocacia), classificados um a um: 188 de 192 favoráveis (98%), dano moral com mediana de R$ 8.000 além da devolução do valor, golpes mais comuns são WhatsApp clonado e loja falsa, Bradesco liderando com 40 decisões. Tese central: responsabilidade objetiva do banco pela falha de segurança (Súmula 479 STJ e fortuito interno), estendida às fintechs. Números de amostra, sem promessa de resultado.

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Fontes e base de dados

Este levantamento tem como base documental 192 acórdãos distintos do Tribunal de Justiça de São Paulo sobre golpe do Pix e fraude bancária, classificados um a um pelo escritório, extraídos do portal oficial de jurisprudência (esaj/cjsg). Os inteiros teores estão arquivados no acervo do escritório e cada decisão é auditável pelo número do processo, com câmara julgadora e resultado, na consulta pública do TJSP. A lista completa dos 192 números está na base de dados aberta. Trata-se de pesquisa própria do escritório João Coelho Advocacia, apresentada para fins informativos, sem promessa de resultado (Provimento CFOAB 205/2021).

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui consulta jurídica. Conforme o Provimento 205/2021 da OAB, não há promessa de resultado: cada caso depende da análise da documentação e das circunstâncias concretas. Para orientação sobre a sua situação, procure um advogado.

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