Bradesco Condenado a Devolver Pix de Golpe: o Que Dizem os Acórdãos (2026)

31/07/2026

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João Coelho

Sim, o Bradesco pode ser condenado a devolver valores de Pix aplicado por golpe quando fica caracterizada falha de segurança do banco. O TJSP reconhece a responsabilidade objetiva da instituição por fraude de terceiro, com apoio na Súmula 479 do STJ, e assegura à vítima a restituição do dano material e a indenização por dano moral.

Uma pessoa aposentada recebe uma ligação de quem se apresenta como gerente do banco. Em poucos minutos, o saldo desaparece em transferências Pix que ela jamais autorizou. A sensação de impotência é real, mas a lei protege quem passa por isso.

Por que o Bradesco responde

O Bradesco opera um sistema que deveria identificar transações atípicas. Quando várias transferências Pix saem em sequência, em valores incomuns e para destinatários desconhecidos, o dever de segurança da instituição falha, e essa falha na prestação do serviço atrai a sua responsabilidade.

A jurisprudência entende que o golpe praticado por terceiro se enquadra como fortuito interno, risco próprio da atividade bancária. Por isso, cabe ao banco arcar com o prejuízo, e não à pessoa consumidora que confiou no sistema.

A Súmula 479 do STJ firma que a instituição financeira responde por danos gerados por fraude de terceiro. O art. 14 do CDC prevê a responsabilidade objetiva por falha do serviço, e o art. 6, VIII, do CDC autoriza a inversão do ônus da prova em favor da parte consumidora.

Em outubro de 2025, o STJ reforçou a responsabilidade das instituições ao decidir que bancos e instituições de pagamento devem indenizar quando autorizam operações claramente atípicas, alheias ao perfil do cliente (REsp 2.222.059 e REsp 2.229.519), conforme divulgado pelo STJ.

Observatório João Coelho

O que revelam os acórdãos do TJSP sobre golpe do Pix, lidos um a um pelo escritório

81%de decisões favoráveis no recorte de fraude não autorizada pela vítima (44 de 54 acórdãos do TJSP lidos)
188acórdãos do TJSP sobre golpe do Pix lidos em inteiro teor pelo escritório
R$ 5.000valor de dano moral mais comum nas condenações por falha de segurança do banco
Súmula 479responsabiliza o banco por fraude de terceiro, o chamado fortuito interno (STJ)

Dados de jurisprudência pública do TJSP, levantamento próprio do escritório. Não representam resultado de casos nem promessa de resultado. Veja o estudo completo.

Casos reais do TJSP

Em decisões recentes, o TJSP responsabilizou o Bradesco em situações de Pix fraudulento. No processo 1058884-28.2025.8.26.0002, o banco foi condenado a R$ 25.000 de dano material. No processo 1004815-81.2025.8.26.0152, a condenação somou R$ 8.000 de dano moral e R$ 30.000 de dano material. Já no processo 1009723-77.2024.8.26.0004, o tribunal manteve a repetição de indébito de R$ 59.926,00.

O que fazer nas primeiras horas

1. Ligue imediatamente para a central oficial do Bradesco e peça o bloqueio da conta e das transações.

2. Registre o MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Pix, pelo aplicativo do banco.

3. Faça o boletim de ocorrência, presencial ou pela delegacia eletrônica.

4. Guarde todas as provas, como extratos, comprovantes e capturas das conversas.

5. Busque orientação jurídica para avaliar a responsabilidade do banco.

Perguntas frequentes

O Bradesco é obrigado a devolver o valor do Pix aplicado por golpe?

Sim, quando há falha de segurança do banco na identificação de transações atípicas, o TJSP reconhece o dever de restituir o valor, com base na Súmula 479 do STJ.

Preciso registrar boletim de ocorrência para acionar o banco?

Não é uma exigência absoluta, porém o boletim de ocorrência reforça a prova da fraude e ajuda a demonstrar a boa-fé da vítima em juízo.

Quanto tempo tenho para buscar meus direitos?

Pode ser de até cinco anos, contados do fato, o prazo para pleitear a reparação com base no Código de Defesa do Consumidor.

O dano moral é sempre devido nesses casos?

Pode ser devido quando o transtorno ultrapassa o mero aborrecimento, situação que o TJSP reconhece em casos de falha de segurança bancária.

Se você passou por um golpe do Pix envolvendo o Bradesco, a equipe do João Coelho Advocacia pode analisar a sua documentação e indicar os caminhos possíveis.

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Seu caso se parece com os que foram julgados?

As decisões mostram o padrão, mas cada caso depende do que está no seu extrato. Alguém do escritório pode fazer essa comparação com você.

Quero entender meu casoAtendimento humano. Você decide depois de entender.

Joao Vitor Chaves Coelho, advogado em Direito Bancario, Joao Coelho Advocacia

Quem escreveu esta página

João Vitor Chaves Coelho, advogado inscrito na OAB/SP sob o nº 366.776, na OAB/PA sob o nº 19.692 e na OAB/DF sob o nº 72.931, atuante em Direito Bancário e Defesa do Consumidor, com certificação CS50 Cybersecurity pela Harvard University. Escritório João Coelho Advocacia.

Este conteúdo tem finalidade informativa e educacional, em conformidade com o Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB. Não constitui consulta jurídica nem garante resultado. As referências refletem normas vigentes verificadas em agosto de 2026. Cada caso exige análise individual da documentação.