Defensoria Pública para Retenção de Salário: Quem Tem Direito (2026)

02/08/2026

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João Coelho

Por João Vitor Chaves Coelho, OAB/SP 366.776 | OAB/PA 19.692 | OAB/DF 72.931. Especialista em Direito Bancário e Defesa do Consumidor. Formação em Cibersegurança, Harvard University (CS50). Publicado em agosto de 2026.

Tem direito à Defensoria Pública quem não pode pagar um advogado sem prejudicar o próprio sustento. Ela é gratuita e pode ajuizar a ação de retenção de salário, inclusive com pedido de liberação urgente. Quando o banco retém o salário, a pessoa costuma justamente estar sem renda no mês, o que reforça o direito a essa assistência.

Nota, em conformidade com o art. 35 do Código de Ética e Disciplina da OAB: este conteúdo é informativo sobre o acesso à Justiça, sem promessa de resultado. Os critérios da Defensoria variam por estado.

Observatório João Coelho

O que revelam os acórdãos do TJSP sobre retenção de salário, lidos um a um pelo escritório

88%de decisões favoráveis a quem teve o salário retido pelo banco (173 de 197 acórdãos do TJSP lidos)
R$ 5.000dano moral mais comum nas condenações (máximo R$ 30.000)
gratuitaa assistência da Defensoria Pública a quem não pode pagar
art. 833, IVo CPC torna o salário impenhorável por natureza alimentar

Dados de jurisprudência pública do TJSP, levantamento próprio do escritório. Não representam resultado de casos nem promessa de resultado. Veja o estudo completo.

Quem tem direito à Defensoria Pública?

A Defensoria Pública atende quem é hipossuficiente, ou seja, quem não tem condições de pagar um advogado particular e as custas do processo sem comprometer o próprio sustento e o da família. Não existe um valor único de renda para todo o país: cada Defensoria estadual define os seus critérios, mas a lógica é sempre a da necessidade.

No caso da retenção de salário, há um ponto que favorece o pedido: quem teve o salário tomado pelo banco muitas vezes está, naquele mês, sem renda disponível. Essa situação concreta ajuda a demonstrar a hipossuficiência.

Por que a Defensoria existe para esse tipo de caso

Em linguagem simples: seria uma injustiça dentro de outra se a pessoa que ficou sem o salário também ficasse sem como se defender por não ter dinheiro para um advogado. A Constituição garante que ninguém fique sem acesso à Justiça por falta de recurso. A Defensoria é o braço que cumpre essa promessa. Quem foi lesado pelo banco, e está sem o próprio salário, encontra na Defensoria um caminho para pedir a devolução e a liberação urgente, sem pagar por isso.

Tem direito à Defensoria Pública quem não pode pagar advogado sem prejudicar o sustento. Ela é gratuita e pode ajuizar a ação de retenção de salário com pedido de tutela de urgência. Os critérios variam por estado, e a falta de renda pela própria retenção ajuda a comprovar a necessidade.

Como procurar a Defensoria

Cada estado tem a sua Defensoria, com atendimento presencial e, em muitos lugares, também online ou por telefone. Vale levar os documentos do caso, os mesmos que organizam qualquer ação: comprovante de que o valor é salário, extratos da retenção, contrato do empréstimo, protocolos e o cálculo. Confira a lista em o que reunir antes de processar o banco.

Se a sua situação não se encaixar nos critérios da Defensoria, ainda há caminhos de custo acessível, como o Juizado Especial, que dispensa advogado até 20 salários mínimos. Veja em Juizado ou Justiça Comum.

Perguntas frequentes

Qual a renda para ter direito à Defensoria?

Não há um valor único nacional. Cada Defensoria estadual define o critério, sempre com base na necessidade. Vale consultar a Defensoria do seu estado.

A Defensoria pode pedir a liberação urgente do salário?

Sim. A Defensoria pode ajuizar a ação com pedido de tutela de urgência, para o banco devolver o salário em poucos dias.

A Defensoria cobra alguma coisa?

Não. A assistência é gratuita para quem se enquadra nos critérios de hipossuficiência.

E se eu não me enquadrar na Defensoria?

Há o Juizado Especial, que facilita causas menores, e o advogado particular. O importante é não deixar o salário retido sem buscar uma solução.

Se o banco reteve o seu salário, o escritório João Coelho Advocacia pode analisar o seu caso e atuar na liberação do valor por tutela de urgência. Falar com um advogado agora

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui consulta jurídica. Os resultados dependem da análise da documentação e das circunstâncias de cada caso, sem promessa de resultado (Provimento 205/2021 da OAB).